“Raça é o ímã dos cultos arianos e do nazismo esotérico, o princípio guia de sua visão de mundo histórica e política (...)”. Nicholas Clarke fala de uma postura observada no final da década de 50, marcada por um neonazismo pela oposição branca dos direitos civis destinados aos negros, a integração, o transporte integrado e a ação afirmativa. Salienta igualmente, os grupos neonazistas da Grã-Bretanha que tiveram origem justamente dos crescentes níveis de imigração de pessoas de cor.
Essa política visando o benefício dos negros perante os brancos (mediante por exemplo, políticas governamentais), ou seja, essa visão baseada no conceito de raça é, indubitavelmente, uma das causas do crescimento da extrema direita racista.
O autor menciona figuras como Julius Evola, Savitri Devi e Miguel Serrano; diz que o “pessimismo cultural” dos mesmos “expressa o temor da queda dos brancos (arianos) em uma era degenerada, dominadas por inferiores raciais e sociais.”
Um novo tipo de nacionalismo “como uma cultura de resistência às recentes forças de globalização e de imigração” pode ser notado. Por isso tornam-se explicável (todavia, não concebível, ou seja, não justificável) os aumentos do culto ariano da identidade branca em paises como os Estados Unidos (local de grande desafio no que diz respeito à diversidade de culturas – multiculturalismo- e onde a imigração vinda do Terceiro Mundo é cada vez mais ativa e intensa).
Para finalizar essa breve abordagem vale ressaltar que a conseqüência dessas posturas (a ação afirmativa, o multiculturalismo, etc.) está levando a um embate com/ao sistema liberal. “(...) esses cultos arianos e o nazismo esotérico podem ser documentados como sintomas iniciais de grandes mudanças desestabilizadoras nas democracias ocidentais da atualidade.”
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