sexta-feira, 13 de junho de 2008

KRAUSE- VILMAR, Dietfrid. “A negação dos assassinatos em massa do nacional-socialismo: desafios para a ciência e para a educação política” In: MILMAN,

O Revisionismo se caracteriza por uma acepção histórica que procura, como denota o próprio nome, revisar a História. De início, os adeptos da mesma não negavam essa “matança em massa” através da utilização de gás tóxico, mas tornavam tudo isso e os próprios testemunhos das vítimas algo que poderia (e deveria) ser relativizado.
Paul Rassinier (francês, ex-socialista e ex-prisioneiro do campo de concentração de Buchenwaid) é o nome daquele que conseguiu sucesso das primeiras declarações negacionistas . Dentre os inúmeros pontos que são negados por essa geração de revisionistas, temos por exemplo: o número de pessoas assassinadas, as técnicas usados para o extermínio, documentos e figuras históricas que foram apresentados, os locais dos campos de morte e também, a existência das câmaras de gás.
Nas palavras do próprio Krause: “O cerne das afirmações dos revisionistas consiste na negação do assassinato em massa dos judeus europeus.” O segundo grande Conflito Mundial teria sido imposta aos alemães, a Justiça das potências vencedoras seriam as responsáveis pela imposição de crimes exclusivamente aos alemães.
Inúmeros assuntos são englobados nessa grande corrente caracterizada pela posição de banalização, relativização e negação (enquanto representação máxima) dos crimes do regime nazista ou do nacional-socialismo.

Mais uma vez, vale repetir que a negação dos assassinatos em massa nas chamadas câmaras de gás é o foco da confrontação política e jurídica dos últimos dez anos.As mortes
no tenebroso campo de Auschwitz teriam sido causadas por fome e epidemias (vale a reflexão critica e a observação de até onde pode chegar a hipocrisia humana).
Existem diversas nuances ou gradações, qualitativamente falando, da opinião dos que negam a ocorrência dos extermínios do campo anteriormente mencionado. Mas é importante notar também o quanto esse revisionismo vem tomando posições cada vez mais crescentes. Segundo Krause “O revisionismo tomou-se uma enorme rede internacional de instituos que possuem um programa de publicações de livros e revistas, principalmente nos Estados Unidos e na Bélgica. São realizados simpósios e conferências e, além disso, a Internet é utilizada intensivamente há bastante tempo. Somente na Alemanha existem mais de 300 sites dedicados ao revisionismo (...)”.
Como dito, os níveis de argumentação dos negadores de Auschwitz são diversos. Por dentro desse conjunto maior da postura dos revisionistas podemos observar o tratamento tendencioso dos testemunhos das vítimas, a concepção alemã enquanto vítima da guerra, a descontextualização de documentos e de alguns fatos históricos etc.

Para finalizar é preciso ter em mente que “dificilmente teremos condições de discutir com os próprios defensores da negação, dado o ponto ao qual eles chegaram, enterrando a si próprios numa atitude de isolamento e encapsulamento.” De nossa parte, compete uma posição firme e argumentativa em oposição aos defensores da corrente de negação.

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