O artigo tratado é da autoria de Luis Milman, filósofo e jornalista que também há desenvolveu sistema de colaboração a diversos jornais e revistas de todo Brasil.
O autor começa reconhecendo a amplitude e contemporaneidade sobre o debate relacionado ao negacionismo. “Em muitos aspectos, as discussões que têm sido feitas contribuem para elucidar a funcionalidade de fantasias racistas arcaicas e de mitos conspiratórios ainda ativos na mentalidade contemporânea.”
Milan logo nas primeiras páginas nos alerta para o fato dessa postura que visa a banalização da apreensão do Holocausto (com suas próprias palavras); informa que tal medida não é algo inédito enquanto “retórica defensiva nazifascista”. Robert Servetius, Paul Vergés são alguns dos nomes representantes da postura que anteriormente mencionamos.
Como sabemos, os negacionistas se mostram como pesquisadores dedicados a questionar a história tida como oficial. Daí o sinônimo – revisionista- que, igualmente, denota uma postura de rever essa mesma história tida como oficial. Mas toda essa abrangência de detalhes metodológicos conceituais já foi abordada anteriormente através do artigo de Vilmar Krause. Mas como diz o próprio Milman: “(...) uma incursão pela história do negacionismo trará esclarecimentos sobre as origens e o desenvolvimento de suas distintas motivações.”
Em torno dos nomes como Paul Rassinier e Robert Faurisson ocorreu a construção das bases atuais da escola de postura negacionista (ou revisionista). Rassinier é o autor do primeiro livro desta escola; é portanto, um dos personagens chaves da mesma. O autor trata desta figura longamente e até certo ponto, densamente. Todavia não é nossa pretensão essa riqueza de detalhes informacionais. Sobre Faurisson, é válido ressaltar que ele “entra em cena” dez anos depois da morte de Rassinier tornando-se assim, o nome de maior expressão da postura a qual estamos tratando. David Irving, Arthur Butz e Roger Garaudy formam o grupo, juntamente com Faurisson, dos principais protagonistas da corrente mistificatória da qual Milman trata mas que também não vale ser aqui esmiuçada.
Em uma etapa importante de desenvolvimento de seu trabalho Milman lança a seguinte pergunta: “O que está em jogo quando discutimos as teses negacionistas?” Sigo nas palavras do autor: “Os negadores do Holocausto enquadram-se (...) pela audácia de investirem na supressão de fatos relativamente recentes. Para isso, eles contam com uma metodologia cenográfica e aparentemente elaborada (...)”.
Para finalizar nosso trabalho de síntese do artigo de Luis Milman, cabe a ressalva exposta pelo mesmo de que a argumentação daqueles que negam a história do extermínio do povo judeu possui alguns pressupostos encobertos. A respeito de como isso é estabelecido e eficientemente relacionado, vale a leitura integral do texto.
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